Alguns meses antes de vir para a Irlanda, Juliana encontrou no Google um blog de um casal que já morava na terra viking por dois anos (http://vidanairlanda.blogspot.com/) . Com a inteção de reunir algumas informações a mais para nossa viagem, o diálogo começou.
Tarsila, é quem atualiza as postagens. Gentileza e boa vontade não faltaram em momento algum; todas nossas dúvidas foram sanadas. A simpatia nos ganhou, e nos levou até seu outro blog (http://tarsilakruse.blogspot.com/), que funciona como protifólio; e ao flickr (http://www.flickr.com/photos/vidanairlanda/), que tem o registro desta longa jornada que a dupla tem vivido.
Cético assumido que sou, não achei que a relação pudesse evoluir. Não acredito muito em amigos de plástico (definição que dei para contatos que são apenas on-line). Ainda mais sendo a Ju quem "admistrava" o contato - quem a conhece, sabe que ela é uma pessoa desapegada da vida social. Eu mesmo nunca havia falado com nenhum dos dois. Sabia dos dois através da Ju.
Quase quatro meses se passaram... Poucos e-mails foram trocados e, em um belo dia de sol, Juliana recebe uma visita inusitada na loja em que trabalha. Adivinhem quem é! Esta é fácil, não chega a ser um desafio. Claro, a Tarsila!
Juliana estava próxima de sua hora de almoço e convidou a "lenda viva" para vir até nossa casa. Eu resolvi atrasar um pouco a ida para escola, para conhecer a garota. Não sei porque, mas o papo fluiu bem. Tão bem que marcamos de fazer algo juntos no dia seguinte.
O lugar escolhido foi o Museu nacional da Irlanda. Fomos para parte de decoração, artes e história, onde havia uma exposição sobre a história das batalhas vividas nesta terra (confesso que a compreenssão poderia ser bem maior caso as informações fossem em português).
Mas a qualidade da exposição pouco importou - embora seja boa. O espaço virou uma sala de pate-papo para nós três. O dia passou e, ao fim, pouco vimos. Depois fomos até o Phoenix Park, o maior situado dentro de uma cidade da Europa, onde passeamos, fizemos algumas fotos e nos conhecemos um pouco mais.
Na badalada das 18 horas, Eric, marido de Tarsila, ligou para falar que terminara o trabalho. O convite foi extendido à ele. Rápido preparamos um jantar. E logo descobrimos que a menina falante e rizonha tem um marido "sangue bom".
O casal forma um paradoxo inderessante e de agradável convívio: ela bem cult, ele bem básico. mbos muito simpáticos, inteligentes e educados.
No último sábado rolou uma pizzada em casa. O curioso - e bom - é que a barreira do tempo foi quebrada no primeiro minuto. Algo nos deixa a vontade como se nos conhecessemos há longos anos. Claro, ainda não chegamos ao pontos de compartilhar flatulências, mas logo chegaremos lá.


