Ao anoitecer da última quinta-feira (11), o telefone toca: “Hello, I am Brigid. I would like to know your apartment!“. No dia seguinte, chega uma Neozelandesa; nem alta e nem baixa, nem bela e nem feia. Olha o quarto vazio que temos em casa, olha a cozinha, a sala, conhece nosso quarto; perde uns 40 minutos batendo papo e analisando nossa rotina para ver se a agradaria e, dois dias depois, temos uma casa mais cheia.
Agora, novamente, somos três. Desde a saída do Norbert (há cerca de três semanas), a casa estava com uma rotina diferente: era uma vida mais “tradicional” - confesso que prefiria dividir a casa só com a Juliana. Mas a realidade dos imigrantes em Dublin é outra (independende de nacionalidade, estajam eles à trabalho, ou, como nós, à estudo). Dividir é necessário. É quase uma máxima para uma sobrevivência mais conveniente e menos sofrida. Obviamente nem sempre entendida por todos, ainda mais quando se fala de brasileiros. Mas isto é assunto para um próximo post.
Morar com um ser completamente estranho (cultura, costumes e hábitos) é uma grande oportunidade para reavaliar seus valores. A convivência com qualquer pessoa, por vezes, é uma boa lição. Com pessoas cohecidas, sejam seus amigos ou sua mulher (como no meu caso) é mais tranquilo, pois existe o afeto.
No caso de alguém nunca visto antes, é um pouco mais complexo. Nessas horas se torna válida a aplicação de um conceito muito conhecido - nem sempre respeitado -, que se chama respeito. É importante saber onde termina seu espaço e, onde começa o da outra pessoa.
Porém a sorte, mais uma vez, está ao nosso lado. Brigid é do bem. Em cinco dias de convivência já descobrimos uma pessoa, de um lugar distante, com muitas coisas em comum. Assim como a Juliana, a garota é romantica e apaixonada por literatura e línguas. Assim como eu, nossa flat mate (relembro-os que este nome é dado às pessoas que dividem o mesmo apartamento) gosta de música, cinema e gastronomia.
Até agora, a nova formação power-trio, não fez nenhum hit de sucesso, mas tem se mantido afinado. E, para mim, ainda é uma magnífica oportunidade de praticar meu inglês.
PS.: Em meu primeiro post me comprometi à fazer atualizações frenquentes, o que não aconteceu nos últimos dias, porque tentei trocar o Windows Vista por uma versão do XP, que consegui via download. Resultado: o computador não funcinou "muito bem". Problema resolvido e aqui estamos novamente.
Bye bye!
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