terça-feira, 9 de junho de 2009

Como assim?

Um pergunta frequentemente feita à mim quando falo com alguém do Brasil é: ”como é viver ai?”. Para a conversa render, sempre me faço de louco e, primeiro, conto como é a cidade. Digo que aqui tem belos parques, onde as pessoas tomam sol (nos raros dias em que este aparece); que a cidade é cortada por um bellíssimo rio, o Liffey; que os prédios não são altos: no máximo cinco ou seis andares, e todos seguem um mesmo estilo arquitetonico – o que resulta um uma harmonia muito grande; que o tempo todo as ruas são limpas, e sem cachorros abandonados; entre outras boas coisas.

O que mais me agrada (isto é uma opnião bem pessoal e, um tanto futil), é o fácil acesso à música. Em cada rua, esquina ou praça de Dublin, sempre há algum músico ou banda com uma qualidade, no mínimo, boa. Para minha sorte, o estilo mais tocado é o velho e bom rock e, por vezes, folk e música tradicional da Irlanda que me agradm igualmente. 

Abro mais um parágrafo para destacar a qualidade das músicas, que são possíveis de ouvir gratuitamente pelo caminho de casa, ou quando vou para o mercado ou um pub, porque realmente as bandas se empenham. E o público corresponde, sempre arremessando moedas de 50 cents, 1 ou 2 Euros no cases das guitarras; aplaudindo enfaticamente e sem perder nem um instante da apresentação. 

Com um show simples, alguns grupos conseguem reunir mais de 50 ou 60 pessoas ao redor. Quase sempre com uma caixa acústica para substituir a bateria, um violão, guitarra, e, não obrigatoriamente, baixo e voz, um pequeno trexo de calçada se transforma em um palco digno de grandes músicos.

O clima é sempre informal. Vale agradecer à moeda ganhada no meio da canção; fazer piadas, se comunicar com o público, parar. Beber água ou cerveja. Voltar a tocar; quem sabe a mesma canção, mas agora com um arranjo diferente.

Quando a noite chega (isso acontece sempre após às 22h, porque até então o sol brilha), a participação das pessoas é mais e mais eufórica – as vezes penso que isso acontece por causa das dezenas de pints de cerveja bebidas. 

Para acabar não tem hora. Enquanto há público, a música rola solta e sempre soa como uma boa opção para se divertir muito e gastar pouco. Eu mesmo já deixei de entrar em pubs para curtir a balada na rua. Foi uma boa troca. A noite foi embalada por uma mistura de new wave com punk rock instrumental – e diga-se de passagem, tudo muito bem tocado.

Agora que já me fiz de louco por sete parágrafos inteiros, posso contar como é viver aqui. Na minha opnião, é a mesma coisa. Vir à passeio é uma coisa, mas morar, é outra. A partir do momento que você tem que se fixar e iniciar uma vida em uma cidade, uma rotina passa a existir. Assim como em São Paulo, Rio de Janeiro, Roma, Paris ou New York. 

 

2 comentários:

  1. Bru, adorei seu blog!
    Peguei o endereço com a Jú,e dei uma espiada...rs
    Gosto d jeito que vc se comunica e adoro saber sobre vcs...rs

    Um bj!
    Saudades...

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  2. Oi Bruno, seu sumido!!
    Se a Muriel não tivesse comentado sobre o seu blog, acho que ficaria só imaginando a sua opinião sobre como é viver na Irlanda!! rs
    Mas, para sua sorte ou azar, achei seu blog e pretendo acompanhar, mandar mensagens e dar muitas risadas das suas sempre engraçadas histórias!
    Beijos e boa sorte para vc e para a Ju.
    Até breve!!

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